terça-feira



QUEIMANDO POP ROCK DIRETO DA CAIXA

MATCHBOX TWENTY
Espaço das Américas SP 17/09/13


Fotos: Stephan Solon / XYZ Live
Texto: Rozineide M Cruz - Crug

Bem ao estilo pop rock americano, a apresentação do MatchBox Twenty nesta terça, 17 de setembro, no Espaço das Américas em São Paulo, não fugiu a regra. Baladas melódicas, letras simples, músicas fáceis compondo o repertório de hits. Tudo para empolgar o público de 4.800 presentes.
Formada em 1995 em Orlando, Estados Unidos, e na estrada desde 1996, a banda levou 17 anos para aterrizar por aqui e pirar o cabeção com o público brasileiro. A banda foi surpreendida e também surpreendeu.
O belo e carismático vocalista Rob Thomas e a banda, impressionados com a recepção do público, fez rasgadas declarações de amor ao Brasil. Na empolgação tiraram não só vinte, mas 27 sons da caixa. Com certeza até então, o show mais longo do MatchBox, com 2h45min de duração.
E foi mesmo de impressionar! A integração com o público foi perfeita. O fã clube presente em massa, organizou a surpresa dos balões coloridos dando boas vindas á banda logo que pisaram no palco. Todas as músicas dos quatro álbuns oficiais da banda inclusive o último “North” lançado em 2012, foram cantadas em coro. Para nós foi uma surpresa ver a efervescência dos fãs do MatchBox em SP.
Tinha muita energia no ar, o público realmente abraçou a banda. Rob Thomas parou várias vezes para falar com o público. E falou, falou muito!

-Vamos aproveitar este tempo juntos. Nós sabemos que vocês sabem se divertir no Brasil, vamos continuar tocando até que nos tirem do palco. Estamos aqui para que vocês se divirtam. Esperamos 17 anos para estar aqui.
A emoção era visível nas expressões e no olhar do vocalista que arrancou os famosos gritos das fãs. Sua voz potente e impecável somada a versatilidade instrumental, alternando no show guitarra, violão acústico e piano como na bela “Bright Lights” dominou o Espaço das Américas.
O ponto negativo foram as baladas melódicas que se estenderam durante o show quebrando um pouco o ritmo e dispersando o público em alguns momentos. Fora isso, uma pequena falha técnica no violão acústico do guitarrista Kylie Cook e nada mais. Os destaques além do público ficaram por conta do solo de Kylie Cook mandando bem na bela “The Way”, o baixista Brian Yale e o baterista Stacy Jones discretos porem firmes segurando a cozinha do Matchbox. 






Destaque maior para o “aloprado” guitarrista, percursionista e ex-baterista oficial da banda, Paul Doucette. Ele deu show de performance em alguns momentos, tanto na percussão quanto na guitarra. Na empolgação chegou a perder os óculos e, durante o bis, foi literalmente pra galera. Desceu do palco para pista vip enlouquecendo os fãs que tentaram tirar uma casquinha do músico, além de fotos, é claro! Tudo com o aparato da segurança. Paul Doucette além de ser “um figura” e de ter proporcionado o momento inesperado da noite, é a cara do músico irlandês Elvis Costelo! Confiram!








De volta para o bis enrolado na bandeira do Brasil, Rob Thomas mais uma vez agradeceu aos fãs e deixou a promessa:
"Vocês são ótimos, obrigado por esse amor. Não vamos demorar mais 17 anos pra voltar, vamos voltar o quanto antes. Vocês são incríveis, é maravilhoso ser tão bem recebido por um povo tão bonito, com uma cultura tão forte. Amamos muito vocês. Eu te amo, Brasil."

 rolou a surpresa, um cover de “Don’t Change” da banda australiana INXS e fechou com "Push". Por tudo isso, o Matchbox provou que show bom não é só aquele repleto de efeitos audiovisuais, mas, principalmente, aquele que é levado no talento, na garra e na atitude. Isso eles tiveram de sobra.

Como nossa postagem entrou pós-Rock In Rio 2013, já podemos dizer que diferente de São Paulo, no último dia 20/09, eles apresentaram um show mais conciso, curto e direto. Bom como aquecimento do Palco Mundo para as apresentações de Nickelback e Bon Jovi.


SET LIST SHOW MATCHBOX TWENTY
-Parade
-Bent
-Disease
-She’s So Mean
-How Far We’ve Come
-3 am
-Real World
-If You’re Gone
-Overjoyed
-All Your Reasons
-Long Day
-I’ll Believe You When
-Girl Like That
-Hang/Peaceful Easy Feeling(The Eagles)
-I Will
-Unwell
-Radio
-So Sad So Lonely
-English Town
-The Way
-Bright Lights

BIS
-Our Song
-How Long
-Back To Good
-Sleeping At The Wheel
-Don’t Change (Inxs)
-Push

sábado

MARATONA SONORA "A CURA"
THE CURE

Anhembi 6/4/13


































Texto: Rozineide M Cruz - a Crug

Envolvente, inebriante, uma viagem no tempo guiada por uma voz de timbre desconcertante, único e marcante.
Até o clima da noite compactuava para o que viria. Eram muitos, milhares que a mais de 17 anos esperavam “a cura”. E ela veio. Lá estavam eles! Um pouco mais velhos, afinal, lá se vão quase duas décadas. O público, cerca de 30.000 trinta mil, agora não mais de adolescentes dos anos 80, finalmente, se reencontrava com o “front man” e, um dos maiores ícones do movimento Gótico pós Dark, mister Robert Smith e seu “The Cure”.

Quem esteve presente no Anhembi, nunca irá esquecer o que foi participar de uma verdadeira maratona musical com uma única banda que começou pontualmente ás 20h15min da noite do último sábado e, quase virou as doze badaladas do domingo. O The Cure deu aos seus fãs a justificativa pelo valor do ingresso – coisa que muitas bandas por aí não dão, o mais comum é repertório curto e preços altíssimos – duração de 3h15min de show.


Com um set list que visitou praticamente toda a discografia da banda, o The Cure lavou a alma de todos. A banda provou que show bom não é só aquele cheio de efeitos especiais e palcos gigantescos, mas aquele em que a banda é o centro de todas as atenções. “-... quero sair do palco esgotado”! Disse o vocalista e líder Robert Smith. E com certeza saiu. A maratona só foi interrompida na apresentação dos dois Bis.
O show segue uma linha tênue entre a empolgação do público com os “hits” e o lirismo da textura instrumental da banda que leva os fãs quase a um estado hipnótico.



Ao final, pudemos ouvir frases como: “Meu Deus, to quase levitando”; “Quero sair, mais ainda não encontro o chão”; “Êxtase total”. Essas dentre tantas outras frases descreviam o estado de espírito que encontramos na Arena Anhembi durante e após o show.
O The Cure e a sua “poesia gótica” deixaram claro que: banda boa que tem o que dizer, segue a estrada, vira clássica e, não se reafirma, simplesmente, se perpetua. Valeu Robert Smith (voz e guitarra), Simon Gallup (baixo), Jason Cooper (Bateria), Roger O’ Donnell (teclado) e Reeves Gabrels (guitarra) por reunirem a geração anos 80 e seus descendentes entre os milhares de fãs presentes numa noite embalada por 40 canções que passearam por mais de 30 anos de carreira pinceladas com “dancinhas” de seu vocalista, é claro!


Até a próxima. Sintam-se tocados pelo set-list da banda em São Paulo:



PITACOS DA CRUG

Único ponto negativo do show? Boa parte dos presentes que só conhecem do The Cure o que ouviram no rádio, e outros, que vão só de balada por ser fim de semana, ao ouvirem os hits, simplesmente, vão embora ou ficam de bobeira papeando, bebendo sem nenhum respeito por quem está no palco dando o seu melhor, mesmo já sendo consagrado. Diferente de muitos, que ainda nem traçaram a primeira linha do caminho.
Para onde foram os fãs de verdade? Acorda galera!


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